Rascunho versos. Neles, sentimentos.

domingo, 30 de novembro de 2014

AGRADECIMENTO A DOROTY DIMOLITSAS



À DOROTY DIMOLITSAS

Vestiu-se Poemas à luz do amanhecer.
À Flor da Pele gotejaram versos
recolhidos às páginas da melhor poesia.
Guiada pela sensibilidade e generosidade
galgou os degraus dos saraus
dividindo o palco e a arte comprometida.
Agradecidos,
agradecidas,
Doroty Dimolitsas,
 pelo empreendedorismo
 e engajamento cultural.
São Paulo e Poemas à Flor da Pele
reverenciam o seu talento, empenho e dedicação.

Particularmente, meu carinho e agradecimento.
Rosângela de Souza Goldoni

21 11 2014

AGENDAS




sexta-feira, 28 de novembro de 2014

QUASE VERÃO


p

E,
 à primeira chuva,
quase verão,
adormece a poeira vermelha.
O rio, águas seresteiras,
invade as margens da minha ansiedade.
O sapo martela nossa canção.

Santa felicidade rogai por mim!

©rosangelaSgoldoni
28 11 2014
RL T 5 051 933

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

VENTOS E CALAFRIOS




O vento passou correndo lá fora,
um calafrio me fez entender:
queria levar meus sonhos, histórias,
mas só permiti que levasse você.

Vai com Deus!

©rosangelaSgoldoni
27 11 2014
RL T 5 049 507

terça-feira, 25 de novembro de 2014

[RE]POUSO E SERENIDADE





Precipita-se a tarde!
Siriemas
dão o toque da melodia nativa:
festejam a chuva miúda
que se renova no batismo da mata.
Bem-te-vis apressados
ziguezagueiam alvoroçados:
parecem  brincar de pique-esconde.
A cigarra traduz-se num estridente
boa noite!
Cai o pano,
o silêncio reina soberano.
Sonhos dispensados nesta noite
de [re]pouso e serenidade.

©rosangelaSgoldoni
24 11 2014
RL T 5 048 691

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

TOQUE DE SEDA



O MENINO QUE FAZ HISTÓRIA



Olhos de sonhar o intangível
concretizar o impossível,
interrogações com respostas.
Olhos de não se perder do futuro
quando o menino adulto
lembrar-se das feridas expostas.
Olhos de comemorar o incrível,
renascido no desafio:
o menino refez sua história.

©rosangelaSgoldoni
24 11 2014

RL T 5 046 625

domingo, 23 de novembro de 2014

BANALIDADES II




Desperto em versos.
Ânsias do amanhecer!
O avesso da poesia
evidencia o espanto
do poema imprevisto
ao raiar de sol.
O edredom recolhe-se
ante as evidências
(ofícios da criação).
Nele me enrosco,
dupla face,
(emoção/realidade)
 e volto a dormir.

©rosangelaSgoldoni
22 10 2014
RL T 5 045 963
Publicado na Antologia Poemas à Flor da Pele vol. 10, 2016, Porto Alegre RS

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

ENRASCADA



Fosse um sonho,
excesso de zelo,
abraço,
aconchego,
refresco,
goiaba,
jabuticaba,
caju,
cajuada,
tempero,
moscada,
água de cheiro,
cetim,
almofada...

foi pura enrascada,
desassossego.

©rosangelaSgoldoni
12 11 2014
RL T 5 042 499

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

CLIMAS E CISMAS





Estiagem
Prolonga-se
Além
Da estação.

Coisas do clima!

Prolongo-me
Estiagem
Nas
Rimas
Do coração.

Coisas de cisma!

19 11 2014
©rosangelaSgoldoni
RL T 5 041 150
Publicado na Antologia Poemas à Flor da Pele vol. 9 2015
Editora Somar Porto Alegre

terça-feira, 18 de novembro de 2014

CAMINHOS I



Ah,
caminhos...
Infinitos...
Desconhecidos...
Perigosos
Aflitivos
Abençoados ou não,
Castigos?
Bifurcações
Alegrias
Inconstâncias,
Desvios
Atenção.
Desafios
Armazene provisões:
flores, perdão, carinho!


©rosangelaSgoldoni
11 01 2011
RL T 2 721 719
Revisado em 18 11 2014

UMA ESPERANÇA NO CRIADO-MUDO


O que sei sobre guerras limita-se à História e mídia.
Alguns bombardeios sonhados são frutos da imaginação infantil: minha avó morava próximo a Campos dos Afonsos, onde se localiza uma Base Área. Sobrevoo de aviões era uma rotina.
Vivi uma revolução (ou o que preferirem os historiadores). Março, 1964.
Eu e minha mãe na rua para as compras do material escolar.
De repente o povo correndo para os pontos de ônibus, aos gritos:
 - “Estourou uma revolução”!
No início, blackout.  De onde morávamos ouvíamos os tiros de canhão nos vazios de moradia (onde treinavam os soldados de um batalhão do Exército localizado num bairro próximo).
Contava, então, 11 anos.
Disfarces, bandeirinhas do Brasil impostas, tiroteios inesperados no meio da rua.
Censura!
Na faculdade, idos 70, a situação piorou. O endurecimento chegava às salas de aula.
Salas invadidas, bombas de gás lacrimogênio sem saber o motivo. Diretórios Acadêmicos fechados. Irmãos de amigos desaparecidos, exílios, Copa de 70: “Pra frente Brasil!”.
Hoje sonhei com guerra: suja como todas as outras.
Um tanto diferente na forma de combate: roubos, estupros, ofensas, humilhações.
Celulares, bolsas, roupas e comida eram usurpadas pelas hordas furiosas, que percorriam as ruas atacando a todos.
Multidões de doentes esfregavam-se aos passantes gritando: você também será contaminado!
Acordei sobressaltada. Afinal, pesadelos não fazem parte da minha rotina.
Na verdade, acordei entrincheirada entre a realidade dos fatos embaralhados no (in)consciente das filas de hospitais, na decadência da educação, na (in)segurança e superfaturamentos de obras púbicas, leis desfocadas e uma esperança pousada no criado-mudo.
©rosangelaSgoldoni
17 11 2014

RL T 5 039 719

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

UM BRINDE À POESIA AGENDA DEZEMBRO 2014 Divulgando

Produção: Lucilia Dowslley



BENDITAS FLORES



Pétalas,
tal pequeninas asas,
pousam delicadamente sobre minhas mãos.
Acariciam meus sonhos,
embalam ilusões.
Aspiro o perfume de aventura
que se desprende com solicitude.
Embriago-me juventude
sem que o tempo testemunhe
o enrugado das mãos.

Benditas flores renascidas no outono de uma vida!

©rosangelaSgoldoni
17 11 2014
RL T 5038 115
Publicado na Antologia Mulheres Fascinantes vol. III, 2015 SP Editora Delicatta

domingo, 16 de novembro de 2014

QUEBRANDO TABUS




Quebrando tabus,
atropelando regras,
desafiando métricas
ouso poesia.

Dispenso estilos,
de pouco preciso.
Apenas d’uns grãos
recolhidos em silo.

Quebrando tabus,
corada vergonha. 
flutuo poemas!

©rosangelaSgoldoni
06 01 2011
RL T 2 712 820
Revisada em 16 11 2014

sábado, 15 de novembro de 2014

DEMANDAS





Parto bem sei pra onde,
volto não sei por que;
o meu ponto de embarque
leva-me sempre a você.

É certo, não me ignoras,

sei que sofres também;
espero o passar das horas,
também sofro enquanto não vens.

Aproveito o tempo e escrevo

coisas sem qualquer sentido;
mas o sono que me devora
me diz que dormir é preciso.

Basta de noites insones,

de sobressaltos aos latidos;
desde que me acordes
serei colo e abrigo

©rosangelaSgoldoni

20 06 2010
RL T 2 438 884
revisada em 15 11 2014

SER OU NÃO POESIA




Ser ou não poesia
independe do dia.
Mais nada!

©rosangelaSgoldoni
15 11 2014
RL T 5 036 232


Publicado na Antologia Poemas à Flor da Pele vol. 9 2015
Editora Somar Porto Alegre

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

GARDÊNIA EM FLORAÇÃO





Minha gardênia floresce,
seu perfume inunda o jardim,
da estrada já se percebe
o aroma dos querubins.

Suas flores brancas explodem:
em cada ramo um botão.
Olfatos que passam descobrem
e gozam feliz sensação.

Gardênia e seus predicados
inspiram verso e canção,
quem sabe nos encontremos
na próxima floração!

©rosangelaSgoldoni
24 11 2010
RL T 2 635 326

revisado em 13 11 2014
A floração ocorre em meados da primavera e início do verão.


quinta-feira, 13 de novembro de 2014

NOVO SARAU NO CÉU (para Manoel de Barros)



 Olho de bicho
Olho de gente
Olho por olho
Dente por dente
Dente por fome
Fome por sede
Sede de chuva
Cal da parede
Barro que molda
O verso latente.

Anjos anunciam:
Novo sarau no céu.

Para Manoel de Barros
13 11 2014
©rosangelaSgoldoni
RL T 5 033 985

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

EXAGEROS





EXAGEROS

No desengonçado d’alma,
na ventania dos braços,
na verborragia intempestiva
abriga-se a felicidade não contida
nos silêncios contumazes.

Apazigua-te ante os abraços eventuais
e festeja o momento essencial!

©rosangelaSgoldoni
11 11 2014
RL T 5 033 021

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

COMO E QUANDO






Vai, saudade!
Despacha-te breve,
faz minh’alma leve
de pesares e ausências.
Vai com pressa,
deixa-me a surpresa dos reencontros,
sem saber como e quando,
que sobreviva o porquê.
Leva contigo a tristeza,
deixa-me alguma leveza
e a inteireza de viver.
Vai, saudade!
Deixa-me aqui, sossegada,
até que alguma estrada
reinvente-se nas madrugadas insones.

09 11 2014
©rosangelaSgoldoni
RL T 5 030 538
Publicado no blog:
http://confrariadaleitura-pn.blogspot.com
Agradecida pela divulgação!

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

QUANDO O VERSO PEDE COLO





Ardem
poemas
no olhar cansado
diante da tela.
Imagens
e
palavras
tramados
sem
lógica
ou
estética.
O verso pede colo
antes que a última estrela
desfaleça no horizonte.

©rosangelaSgoldoni
28 10 2014
RL T 5 026 188